RESPOSTA PÚBLICA DA ADEPOL DO BRASIL AO ESTUDO IMPRECISO DO INSTITUTO
Em resposta ao mais recente estudo divulgado pelo Instituto Sou da Paz, no qual novamente utiliza metodologia de resolução de homicídios com base em métrica absolutamente incompatível com a atividade policial (uma vez que foca basicamente no número de oferecimento de denúncias por outro órgão, o Ministério Público, titular da ação penal) a ADEPOL DO BRASIL esclarece que os dados e métodos apresentados pelo instituto divergem completamente dos critérios adotados pelas polícias em diversas partes do mundo e geram uma interpretação pública equivocada do trabalho das Polícias Civis e das demais instituições policiais cujas atribuições legais contribuem para o esclarecimento com evidências de crimes de homicídios. A referida pesquisa utiliza como referência o índice de denúncias do Ministério Público, órgão que possui funções e prerrogativas específicas. A denúncia é uma peça acusatória do próprio Ministério Público e não reflete, de maneira direta, a eficácia do trabalho das forças policiais .
A ADEPOL DO BRASIL juntamente com a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado , ao contrário, realiza suas análises fundamentadas em critérios objetivos e pertinentes à atuação policial. O estudo mais recente da entidade de classe de âmbito nacional, desenvolvido para a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, avaliou a proporção de inquéritos policiais instaurados e elucidados, com base em dados fornecidos pelas Polícias Civis e em parceria com o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia.
Destacamos que o levantamento da ADEPOL DO BRASIL é uma pesquisa fundamentada exclusivamente em dados oficiais das Polícias Civis e da Polícia Federal, sem modificações ou adaptações externas. Trata-se de uma análise documental, que segue rigorosamente os critérios da Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis (Lei Federal 14.735/2023), que estabelece que as estatísticas criminais sejam elaboradas de acordo com critérios objetivos e condições com a realidade policial, garantindo a precisão e relevância dos dados apresentados. No último levantamento dos anos anos de 2024 e 2025, a média de elucidação de homicídios pelas Policiais Civis atingiu 64% dos inquéritos policiais instaurados, conforme dados apresentados com transparência no documento em anexo e absolutamente disponível para todo cidadão.
Lamentamos que o Instituto Sou da Paz tenha optado mais uma vez por desconsiderar o estudo oficial realizado em colaboração com a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados e até das Policias Civis com a SENASP, que recentemente implantou um metodologia por ato normativo com base em debates realizados com os Departamentos de Homicídios.
Portanto o levantamento e estudo do Instituto Sou da Paz reflete estritamente sua metodologia, não sendo oficialmente amparada por qualquer órgão ou instituição nem por segmentos das entidades nacionais ligadas à segurança pública, lamentavelmente induzindo a uma falsa percepção para a sociedade brasileira de ineficiência estrutural generalizada nos trabalhos das Policias Civis, que superam diuturnamente dificuldades como más condições de trabalho, déficit de efetivo, investimento precário e ingerência política constante com abnegação e profissionalismo de seus servidores.
Reafirmamos a toda sociedade brasileira nosso compromisso com a transparência e a seriedade no trabalho policial, e anexamos o levantamento atualizado para consulta pública:
Brasília, 09 de julho de 2026
Adepol BR
Com apoio da:
AMBRASIL
FENDEPOL
Frente Parlamentar da Segurança Pública
ANERMB